A motivação que deu corpo a esta investigação permitiu desvelar como as relações entre doença e saúde configuraram e desencadearam, no mundo moderno e contemporâneo, uma série de ações e investimentos políticos, sociais, econômicos e pedagógicos, no sentido preventivo e terapêutico, muitas vezes medicamentoso, na condução de situações envolvendo comportamentos considerados inadequados. Estes reforçaram a ideia do agravamento da patologização da educação, materializada em diagnósticos de transtornos mentais, em especial da deficiência intelectual, no contexto de um sistema educacional que propõe a educação inclusiva, mas que na verdade se objetivou em práticas excludentes e preconceituosas, operacionalizadas pela expansão de uma racionalidade biologizante e individualizante das dificuldades no processo de escolarização.